quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Outra Mamãe

                                                

     Esta é uma postagem patrocinada pela rede de cinemas CINEFLIX! Estou imensamente grato pela Cineflix apoiar o espaço Black Dog dando a oportunidade desse homem aqui ir conferir alguns filmes e trazer a crítica aqui de primeira mão pra vocês! Aproveite, compartilhe muito e visite as outras postagens desse espaço onde critico filmes desde 2018 e, novamente, muito obrigado CINEFLIX por estar junto com o 'Black Dog' e ajudar esse espaço e crescer e um dia, quem sabe, virar referência em críticas de filmes na internet! Basta acreditar e vamos ao filme da vez!

     Hoje, dia 08 de Outubro de 2026, mês de Halloween, estreou nos cinemas brasileiros 'Outra Mamãe', filme da 'Blumhouse' que não anima muito, pois já contei aqui o meu histórico com essa produtora falando da maioria de seus filmes, mas espera, temos também a produtora do grande James Wan a 'Atomic Monster' que, mais uma vez, faz parceria pra entregar um longa de terror no mês do terror! Dirigido por Rob Savage e roteirizado por Nathan Elston e Josh Malerman, no filme 'Outra Mamãe' temos no elenco Jessica Chastain, Jay Duplass, Dichen Lachman, Karen Allen, Arabella Olivia Clark, Arian Moayed, dentre outros.


     O filme conta a história de uma garotinha de sete anos de idade (creio que a atriz tenha mais) que consegue enxergar um ser idêntico á sua mãe onde elas conversam e se divertem juntas onde, a todo momento, esse ser pede o coração da garota. A vida 'segue normal' até que o pai da garotinha vê essa criatura num momento em que sua esposa acabou de sair pra trabalhar e a confusão começa, pois eles sabem que aquilo não é normal e devem fazer algo pra se livrar daquilo onde eles nem mesmo sabem o que realmente é.


     Podem ficar tranquilos que eu nunca trago 'spoilers' dos filmes e não é dessa vez que vai rolar. 'Outra Mamãe' é o grande e último filme de terror do ano nos cinemas (se eu não me engano) e eu fiquei alucinado quando vi o trailer desse filme, pois prometia uma história incrível, pois parem pra pensar: um demônio ou um monstro que aparece pra uma garotinha usando a face da sua mãe pra tentar arrancar algo dela, uma ideia fascinante certo? Eu achei muito bom e o longa já começou 'chutando a porta' e mostrando a cena do trailer onde a 'outra mamãe' está fazendo macarrão e ele queima... Bom, a do trailer, onde não demora nem quinze minutos pra acontecer e eu fiquei muito ansioso, pois pensei que tinham tantas coisas pra explorar nesse sentido que o longa emprega que ele já começou atirando pra todos os lados e pronto pra não perder tempo! Mas não foi bem assim.
     Como assim 'explorar nesse sentido'? O filme 'Outra Mamãe' foca nessa criatura que se molda na aparência da mãe da garotinha e aparece pra ela conseguindo sua confiança, mesmo ela sabendo que não é sua mãe de fato e chamar o monstro de 'outra mamãe', pois ela é e cuida da garotinha e até rola de acontecer algumas confusões de 'mas você é a minha mãe?' Pois deixa o telespectador meio confuso também já que é cara de uma focinho de outra, mas o roteiro não foi inteligente o bastante pra conseguir evoluir a obra, o tema empregado e a história de uma maneira inteligente e inovadora.
     'Outra Mamãe' poderia e estava 'com a faca e o queijo na mão' pra entregar um filme incrível no mês do Dia das Bruxas, mas ao meu ver ele acabou decepcionando muito no quesito criatividade, pois de uns anos pra cá deixamos de lado esses filmes de terror onde aparece um monstro e os humanos envolvidos devem lutar contra ou encontrar algum ponto fraco ou até mesmo um exorcismo pra espantar ou matar a criatura, dando espaço pra filmes com um teor mais sombrio onde o terror caminha com ele á todo momento, não tem essa de 'matar a criatura', mas sim criar uma ambientação junto com o terror empregado (como aqui que é meio 'psicológico' dessa de 'confusão' de quem é a mãe e quem é a criatura), mas nem isso foi explorado direito, pra ser sincero não foi e eu fiquei de queixo caído vendo que desperdiçaram uma grande joia que deixaria o filme ainda mais tenebroso, original e gostoso de assistir.


     2026 foi um ano que lançaram muitos filmes de terror incríveis como o próprio 'Obsessão' que é da 'Blumhouse' também, mas infelizmente 'Outra Mamãe' desejou seguir para um caminho mais fácil, óbvio e nada original onde a família se reúne pra 'matar a criatura' enquanto algumas situações acontecem com o decorrer do longa pra 'ter o terror', mas confesso que foi bem fraco e nada muito bom e original onde, pra vocês terem uma ideia, eu esqueci da metade deles e voltei do cinema faz três horas! Enxerguei aqui que os roteiristas tiveram uma ideia legal de um demônio usar o design a mãe da garotinha pra estar ao seu lado e ser sua amiga, mas não conseguiu aprofundar muito isso, criar situações sobre e até mesmo explorar um lado mais psicológico ou até mesmo cenas das duas ou confundir o telespectador se era a mãe ou o monstro, mas simplesmente não fizeram! Com isso 'Outra Mamãe' virou um filme bem 'mais ou menos' entregando um material pouco original pra surpresa de muitos, pois eu estava apostando em um grande filme mas acabei pagando a língua e o projeto final chegou a decepcionar.
     Para maiores de dezoito anos? Eu não entendi muito, pois o filme 'Outra Mamãe' foca num terror de 'desfigurar rosto e corpo' onde os membros se entortam e curvam e eu até gostei, no comecinho mostrou uma cena muito boa com um olho e tal e eu já estava preparado pra mais cenas assim, mas parece que depois largaram de mão e as próximas foram bem 'simples' com o que poderiam fazer onde, tem um terror presente, mas ele não é grande e você com certeza vai conseguir dormir de noite! Tem uma ou duas cenas violentas, mas elas poderiam ser até retiradas, pois não faz muito sentido e da pra ver que se fossem substituídas por cenas com situações mais sagaz seria muito bem mais acolhida pro filme como um todo ficar mais rico: tais cenas só estão lá pra chocar e tentar te convencer que o filme 'é pesado', mas não é!
     No final das contas eu não gostei muito de 'Outra Mamãe', foi um filme que entregou uma receita que não foi de todo mal consumir, se você me perguntar #ValeOIngresso eu digo que sim, se você gosta de um filme de terror básico, sem muitas reviravoltas e se impressiona rápido com cenas não tão trabalhadas, mas se você estiver esperando algo mais preparado, pensado, inovador, com uma história mais interessante e feita com mais carinho e criatividade eu te respondo que o filme 'Outra Mamãe' não é pra você. E com isso, o espaço 'Black Dog' classifica 'Outra Mamãe' como um filme 'mediano' (duas estrelas e meia) e parece até brincadeira, pois eu realmente pensava que seria o Top 3 filme de terror do ano, mas não chegou nem perto e a resposta foi simples: um filme feito com pouca criatividade que decidiu entregar um arroz e feijão bem ensosso. 
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     "Descanse em paz Kiko, saiba que você ainda é meu melhor amigo e guardarei boas lembranças suas para todo o sempre, um cachorro brincalhão, fofo, carinhoso e um bom companheiro. Sua perda foi muito triste, mas foi o melhor pra você e se realmente existe um 'Céu dos Cachorros' eu acredito que você esteja lá, feliz, brincando e mandando energias positivas pra cá com muita felicidade com seu grande coração bondoso e fiel. Sempre te amarei meu amigo Kiko."





sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Digger

                                               

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     'Digger' é o novo filme de Tom Cruise que estreou ontem, dia 01 de Outubro de 2026 sendo um filme de 'drama' com 'comédia' com o roteiro de Alejandro González Inárritu que também o roteirizou ao lado de Sabina Berman. No elenco temos Tom Cruise, Sandra Huller, Riz Ahmed, John Goodman, Michael Stuhlbarg, dentre outros.


     O filme conta a história de Digger, um homem muito rico, ambicioso e solitário que tem uma empresa que coleta petróleo onde esse exercício vem de família passando de gerações á gerações, até que uma geleira gigantesca se desprende e seu percurso é a Europa onde irá causar um acidente que custará muitas vidas e trilhões de dólares. Agora ele precisa correr contra o tempo com algo que ele mesmo causou pra tentar reverter esse grande problema que tem muitas chances de acontecer de fato e virar algo histórico com consequências inimagináveis de destruição.


     Aqui no 'Black Dog' não tem 'spoilers', então pode ficar tranquilo, mas tem sinceridade já que se fosse pra mentir e 'falar groselhas' eu nem criaria esse espaço que está de pé desde 2018. Assisti 'Digger' hoje, pois ontem quando estreou eu estava trabalhando no meu livro e eu gosto muito de filmes 'fora da caixa' com histórias e aventuras criativas, que saem do óbvio, que são malucas e totalmente inesperadas, mas que consegue acolher o público que aplaude pelo material servido e que foi consumido com certa veracidade por ser diferente e não se igualar com nada ou muito menos andar próximo de um clichê ou algo esperado. 'Digger' realmente conseguiu esse material e ainda com o brilhantismo de Tom Cruise na pele do personagem Digger que é um senhor com uma certa idade que tem essa empresa que os funcionários trabalham pra pegar petróleo e, um dia, usando tantos maquinários, materiais e outras ações que avisam pra ele que algo ruim poderia acontecer, mas ele não liga até um dia a bomba explodir na mão dele e logo quando já acontece e ele tem que correr para que as coisas não fiquem piores ainda, na verdade já se encontra numa situação péssima, mas mesmo assim ele vai ter que tentar concertar com a ajuda de pessoas importantes dos Estados Unidos e até mesmo do próprio presidente!
     'Digger' é um filme esperto e inteligente, diferente e com uma pegada muito distinto que pode até 'soar estranho' para algumas pessoas onde, muitos apontaram e eu não duvido, que seja a tentativa do próximo Oscar e eu gostei do filme que tem 130 minutos de duração, mas ao mesmo tempo eu achei ele muito 'esticado' e com uma história recheada demais. O longa foca na comédia pra satirizar os grandes milionários, bilionários que possuem grandes empresas que tiram recursos do planeta terra sem se importar muito com o que vai acontecer, as próximas gerações e quando uma bomba explode eles meio que não se importam com o próximo, se vai destruir metade de um país pelas consequências erronias deles, mas sim se importam com eles mesmo e com as pessoas próximas (e olhe lá) e eu gostei muito dessa ideia, não foi utilizada de uma forma simples, mas construída de uma maneira desigual e interessante o bastante pra você assistir o filme, sentir sua evolução e reparar que o mesmo não pode ser comparado com qualquer outro: que o projeto tem o seu valor.


     Porém vamos com calma, pois nem tudo são flores. Confesso que algumas vezes me senti deslocado com o filme, tentei enxergar por um outro ângulo e senti falta de outras informações que poderiam ser criadas pra contar a história do próprio personagem que o que mostrou aqui foi um gato que ele possuí de 30 anos de idade (o que!), mas o longa não tem esse foco, o que eu achei um vacilo, mas foca muito na sátira do 'fim do mundo' e da 'exploração insana de matéria prima' que o nosso mundo oferece e empresas não querem saber e acabam explorando até, quase dividir a terra no meio e causar uma tsunami devastadora, esse é o foco do filme e sim, tem uma evolução com essa sátira, o que as pessoas acham, seu comportamento ao decorrer do longa até o seu final, mas como eu disse acima, achei o filme com 'informação demais', eu gosto de filmes 'bem recheados', com muitas explicações e uma história bem rica, mas por estranho que pareça 'Digger' errou a mão ao apresentar sua história onde, não se tornou massante pra mim, mas o longa realmente tem muito, mas muito, mais do que deveria ter passando do 'nível de aceitável' para a maioria das pessoas.
     Foi a primeira vez que eu vi pessoas indo embora da sala de cinema um pouco depois do meio do filme onde alguns até xingaram (estou falando sério), pois felizmente eu trabalho fazendo uma 'permuta' então eu vou assistir os filmes 'na faixa', mas eu ficaria bem magoado e com raiva se fosse ver um filme, o achasse chato ou me perdesse completamente no meio do filme e tivesse que deixar a sala porque não tinha mais como pescar a história contada ou o que estava acontecendo. Eu não faria isso com 'Digger', algumas pessoas foram embora, outros estavam meio que deslocados olhando para um lado e para o outro, talvez desconectados da história, mas eu estava assistindo e só achando 'um pouco demais', poderia ter essa duração, mas com outras situações presentes como a vida de 'Digger' como citei, mas ele focou muito na sátira e na evolução do problema que eu entendi que é o foco central do filme, mas não custaria nada alimentar a história com outros elementos: muitos fazem isso.
     Se eu gostei de 'Digger'? Foi uma experiência bem diferente e um dos filmes mais 'anormais' que eu já assisti, já respondendo o #ValeOIngresso eu digo que literalmente o filme 'Digger' não é pra todos, pois ele foca, mas foca muito, é um filme 'longo e duro' (lá ele) e sua comédia não é 'pra rir', mas sim pelas situações e comportamentos dos personagens chegando á insanidade por conta de certos problemas que estão acontecendo e os danos? Só algumas milhares de vidas de pessoas perdidas, está bom pra você? Com isso o espaço 'Black Dog' classifica 'Digger' como um 'bom / ótimo' (três estrelas e meia) eu gostei, o desenvolvimento foi interessante, o personagem central é bem maluco, mas ao meu ver ele foi 'muito', simples assim, tanto que pra muitas pessoas ele foi demais, massudo e elas não conseguiram engolir o filme e foram embora não se importando em nada com o final (que foi muito bom, fiquei até o último instante dos créditos), mas é isso: 'Digger' pode concorrer ao Oscar e sim ganhar em algumas categorias, pois o longa tem essa credibilidade onde muitos podem assistir e achar um grande espetáculo pela ousadia aplicada aqui, mas realmente o filme não é pra todos.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Resident Evil 6: O Capítulo Final

                                               

     E vocês sabem muito bem que aqui no 'Black Dog' "missão dada é missão cumprida' e no último dia de Setembro, que estreou o filme 'Resident Evil' de Zach Gregger nos cinemas (já tem crítica aqui) eu decidi maratonar todos os filmes da franquia de Milla Jovovich que eu não tinha visto e o 'Bem-Vindos á Raccon City' eu já vi e já tem aqui, então vou falar do último filme que fecha a missão que eu mesmo criei e você pode ter acesso agora á todos os filmes já lançados dessa franquia de jogos onde, no final dessa postagem, darei meu parecer (sem spoilers) sobre essa franquia que muitos jovens que não tiveram apelo algum com ela gostam de criticar sem ao menos ter assistido, bora!

     'Resident Evil 6: O Capítulo Final' estreou no dia 26 de Janeiro de 2017 nas telonas sendo dirigido por Paul W. S. Anderson que também roteirizou, este que foi o cabeça do projeto e esteve presente nos seis filmes onde raramente chamou 'ajuda' pra roteirizar (creio que duas vezes). No elenco temos Milla Jovovich, Ali Larter, Iain Glen, Shawn Roberts, Ruby Rose, Eoin Macken, dentre outros.

     O sexto filme da franquia já começa com uma 'discrepância' grande com a porta que o quinto deixou em aberto pra este prosseguir com a jornada de Alice: agora ela está sozinha e precisa voltar para onde tudo começou: A Colméia, com a ajuda da 'Rainha Vermelha' (que dessa vez quer ajudar) pois ela diz que existe um vírus que conseguirá dar um fim nesse caos que o mundo se tornou. Com a ajuda de Claire Redfield, que retorna aqui com um novo grupo, eles tem uma missão, mas Dr. Isaacs que não morreu e Weskr vão tentar impedir que a jornada de Alice seja concluída com êxito, já que eles esquematizaram o fim do mundo desde o início.


     Como já dito aqui á exaustão, essa franquia de 'Resident Evil' liderada por Paul W. S. Anderson é muito focada na 'ação' e o roteiro não é nada amplo e sim bem básico, só pra conseguir unir os elementos de ação, mostrar e revelar algum vilão ou momentos de perigo onde os personagens vão ter que se virar pra sair daquilo com vida e, como vocês bem sabem, se o roteirista não quer que um determinado personagem morre ele pode colocar o mesmo no meio da cova dos leões que ele vai encontrar algum jeito de sair... E ainda matar os leões pra ficar mais divertido! Mas em 'Resident Evil 6: O Capítulo Final' até o roteiro parece sofrer um pouco, pois eu ouvi falar (fiz pesquisas) que a história para a conclusão dessa grande jornada seria grande e encaixaria muito bem em 'dois filmes' tipo 'Resident Evil 6: O Capítulo Final - Parte 1' e 'Resident Evil 6: O Capítulo Final - Parte 2', mas a 'Sony' não quis, talvez porque viu que o longa não estava lucrando quase nada e já era hora de acabar e seguir para outros rumos onde Paul teve que se desdobrar e 'encaixar os dois filmes' em um com 107 minutos de duração que não deu muito certo.
     O longa cortou a 'batalha épica' que o final do quinto mostrou que estava por milésimos de segundos pra acontecer, alterou toda a história que o quinto acabou contando onde alguns personagens ficaram ao lado de Alice e contra a Umbrella e aqui voltaram a apoiar a empresa sem mais nem menos. Personagens dos games que deram as caras e estavam prontos pra lutar? Sumiram todos! Pode dar adeus á Ada Wong, Leon e até mesmo a Jill Valentine, pois não eu tempo pra colocar eles aqui, mas pelo menos temos a Claire que apareceu e permaneceu pela maior parte do tempo ou porque o 'cabeça do projeto' tem mais afinidade com a personagem (nunca saberemos é algo pessoal dele). Resumo da ópera: concentraram em fazer um final próprio pegando alguns elementos que aconteceram nos outros filmes até chegar aqui e a metade que não encaixou por falta de tempo foi pro lixo, pois o importante é a 'ação'.
     E sim, tivemos 'ação', não tão empolgante como o quinto filme, mas foi interessante e ainda tivemos um desdobramento no final do longa explicando algumas coisas, os motivos disso e daquilo ter acontecido e outras coisas pra fechar direitinho o enredo que nos trouxe até aqui. Foi de uma forma esperta? Não, pois pegaram algo bem simples pra amarrar a história de Alice e ainda tiveram muitas cenas que poderiam ser substituídas e personagens que morreram do nada e não tiveram peso nenhum no final, diferente de toda história até aqui o que pareceu 'desespero pra encaixar num único filme' o que foi bem broxante (não tem outra palavra). Com isso, o espaço 'Black Dog' classifica 'Resident Evil 6: O Capítulo Final' como um 'bom' (três estrelas) filme, pois ele cumpre o que promete: ação, tiroteios e monstros, e o filme entrega essas situações e deixa a galera feliz, pois com certeza até essa altura do campeonato não dava pra pensar que um roteiro bem trabalhado e criativo iria 'brotar' do nada: a saga encerrou com muitas falhas visíveis no quesito histórias, ação frenética que foi divertido de ter visto, mas para um final épico passou longe onde poderiam ter caprichado mais, até mesmo nas situações presentes, lutas e até mesmo na ação que deu a cara na franquia inteira.


     'Mas Resident Evil da Milla Jovovich é uma porcaria!' Muitos apontam isso, querem dar uma de espertalhões e que manjam e só gostam de filmes com um roteiro criativo e redondo! Não estou apontando para todos, pois realmente tem pessoas que desde o começo queria uma história mais rica e aprofundada, pois até nos games da franquia 'Resident Evil' tem mais contexto para as coisas que no filme (estou falando sério), mas temos que visualizar que a proposta aqui foi apenas 'ação desenfreada' e á partir que novos filmes dentro da franquia eram lançados as lutas se tornavam mais irreais e absurdas junto com situações criadas onde o roteiro ajudou muito os personagens que queria salvar, até mesmo a Alice que poderia ter morrido facilmente umas quinze vezes durante sua jornada, mesmo ela sendo a verdadeira 'exército de uma mulher só', sempre com um passo á frente e pronta pra derrubar um monstro com um soco e ter balas infinitas em suas armas.
     'Resident Evil' foi criado pra divertir e creio que cumpriu o seu papel, pois os games eram muito populares e quando saiu o filme a galera foi ver em peso e muitos gostaram, claro que, ao passar dos anos e lançamentos, algumas pessoas observaram que a história era pequena, que outras coisas poderiam ser exploradas e que no fundo era 'mais do mesmo', pois só era 'tiro, porrada e bomba' em todos os filmes só mudando o lugar e o grupo de pessoas que a Alice conhecia, logo a obedeciam e ela organizava um plano doido pra tirá-los de lá ou fazer algo do tipo: as coisas se repetem, a situação central é muito similar, mas ao mesmo tempo é divertido, os filmes não enrolam e parece um jogo trazendo sempre um 'boss' ou 'chefão' no final. Temos muito furos nos roteiros, personagens que desaparecem do nada, aparecem ser serem chamados e quando a galera se une para o embate final os principais não dão as caras, mesmo só pra mostrar que estão ali fazendo parte da grande batalha decisiva ou fazendo uma missão secundária. Onde eu quero chegar? Que o filme (ou os filmes) não precisam ser perfeitos e podem trazer diversão do jeito que é! 'Resident Evil' de Milla Jovovich diverte, tem muitos que consideram os melhores filmes e abraçam todos os classificando como excelentes, pois eles são empolgantes e ainda tem muito o quesito de nostalgia sobre uma história paralela de Alice, uma criação da Umbrella que se voltou contra a empresa e ganhou poderes sobrehumanos e agora quer salvar todos sendo a grande pedra de sapato da própria empresa que a criou e os chefões que a comandam. No meio de muita confusão, troca de vilões e lados, criações malucas e roteiro que uma hora aponta pra direita e no outro filme muda de time e te entrega aquilo e faz o telespectador se virar e apenas aceitar, 'Resident Evil' de Milla Jovovich é muito bom e diverte, sem contar o apelo nostálgico do mesmo onde ele não pode ser considerado ruim ou 'inacessível' de maneira alguma, pois mesmo tendo uma história bem fraca, confusa e desleixada ele tem algumas coisas á oferecer e cabe você ser uma pessoa que aceite ou não.
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